quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Qualquer Dia vou para Africa


Respira fundo e olha pelo vidro do carro.

Suspira e diz: - “qualquer dia vou para Africa”.
- Fazer o quê, filho?

- Sozinho, sem ninguém. E nunca mais volto.

- Sim, mas fazer o quê?
- Brincar com os meninos que não têm nada.

São pequeninas pérolas como esta que me fazem redobrar a paciência nos momentos em que o planeta terra cabe todo no seu umbigo de 4 anos e corre furioso pelos corredores da Toys R Us sem perceber que 40 “aeurios” por uma treta de plástico, ainda por cima anti-didática, é um exagero sem qualificação.

Também lhe dá para esquecer os males do mundo quando me informa:
- Vou para Londres.

- “Ok, filho”.
- “Tou a falar a sério. Vou falar francês, comer gomas e todos os mac-mac que eu quiser. Sem mãe nenhuma!”.

- “E a mãe fica cá, não vais ter saudades?”
- “Não. Ficas sozinha”.

Vou começar a poupar para um lar dos bons, tipo Mellos e assim. Espera-me o abandono, está visto.

Gosto


Não me troikem as voltas!


3 dias num casulo a trabalhar. Os headphones ligados na smooth. Águas de cores e sabores para entreter a escrita, os olhos pequenos, doridos da luz dos links, as pernas sem posição, a criatividade num vaivém caprichoso, ora aparece ora vai lá fora ver se está a chover. Só chove na rua. Oiço ao longe uma tempestade verbal, de vez em quando um raio ecoa e o protesto continua. Quero levantar-me, sem gabardinas nem galochas, e ir assim, a cru, dar o currículo ao manifesto. Também faço parte deste formigueiro de gente que não se contenta, cujo sangue ferve com razão e fundamento. Lá fora, a chuva é tropical, as cabeças vêm à tona e cospem a sua raiva. Os deuses estão na assembleia, a trikoitar a nossa cama, a remendar-lhe os buracos abrindo fendas logo ao lado. Quero mais um filho. Não exijo colégio inglês nem brinquedos topo de gama. Não concebo educa-lo sem noções de solidariedade e alguma abnegação. Aceito roupas de primos, dou a minha a filhos de amigos, construo histórias e livros, brincamos a brincadeiras que não precisam de botões, só sonhos, ideias e nós. Quero mais um filho porque lhe quero mostrar a kalandraka, e a oqo e os desenhos da rute reimão; quero mais um filho para o ensinar a contar as ondas e a fintá-las; quero mais um filho porque há pássaros azuis a viver debaixo da cama e só alguém pequenino consegue lá chegar para os alimentar. Neste caso, querer não é (só) fazer. É destroikar a nossa vida, ficar deitado na cama a ler os cortes e as medidas e as taxas e os impostos. E a vontade envelhece, cansa-se e vai-se embora.

3 dias num casulo, a projetar um hotel, a varrer legislação, a planear o investimento, a fazer contatos. Lá dentro, borboletas na barriga à espera de criar o próprio emprego. Cá fora desaba o mundo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Sugestão com lima

A base é simples, bolacha maria ou digestiva com manteiga sem sal e umas gotas de leite para unir a massa até ter consistência de areia molhada. Cobrir o fundo de uma forma de mola. Levar ao frigorífico para descansar ou então colocar no forno por 5 min só para a manteiga derreter e soltar o aroma da bolacha. Como a massa sobe, convém picar o fundo ou colocar papel vegetal com feijões secos por cima. O recheio: uma lata de leite condensado, um pacote de natas, sumo de 6 a 8 limas (e raspa, opcional), e uma colher de sopa de gelatina em pó previamente diluída. Enquanto a tarte vai ao frio, lavar e cortar os morangos, salpicar com açúcar, manjericão picado e um pouco de água (ou cachaça, vodka, vinho do porto, etc.), deixando macerar. Para servir, dispor os morangos por cima do recheio. Um travo a capirinha-morango numa tarte fresca, ideal para desenjoar no fim de grandes jantaradas.

"Cinco de Mayo" em Agosto


Um jogo divertido para entreter as crianças da festa?
Piñatas caseiras recheadas de caramelos de fruta.

Primeiro, enchem-se os balões e atam-se os nós com uma fita (essencial para os segurar na corda quando estiverem a secar). Depois, camadas de jornal e cola branca (pasta de papel), deixando secar bem entre cada aplicação. Acrescentar o que se quiser para compor o boneco, desde caixas de iogurte, rolos de papel, bolas de esferovite, pedaços de cartão, e prender com fita cola de papel.
Pintar com tinta spray, acrílico ou guache. Quando estiver bem seco, furar o balão, segurando a ponta até esvaziar por completo. Com um x-acto, aumentar um pouco a abertura por onde se retirou o balão e encher a pinãta com caramelos, rebuçados, caixinhas de smarties, brindes, pequenos presentes. Para fechar, basta aplicar mais um pouco da pasta de papel, deixar secar e pintar da cor escolhida. Na decoração final, pode colar-se o que a imaginação ditar: botões, recortes de papel de seda, crepe, ou canelado, caricas, penas, tecido, ráfia, lã ou, simplesmente, desenhar com o pincel.

Furar uma das partes para deixar passar um fio suficientemente forte que segure a piñata num ramo de árvore. Os participantes devem ter os olhos vendados e um pau de madeira não afiado. O objectivo é partir o boneco e esperar que a chuva de rebuçados faça a delícia de todos.


Um convite original




No aniversário da C., um convite "bio-reciclável-sustentado" para um piquenique no campo!

B-32


















 
Feito por mim para a B., que é fã da Betty Boop, dona de uma pizzaria e colecionadora de casinhas e caixinhas.
O recheio é feito de k-line, papel e tecido, a caixa de madeira e vidro é um modelo (descontinuado) da Ikea.
 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lasanha de Salmão



Levar ao forno as postas de salmão temperadas com sal, pimenta e ervas aromáticas. Desfiar o peixe e juntar um pouco de molho branco, ralar noz-moscada e misturar. Deitar um pouco de molho branco num pirex, dispor a massa fresca de lasanha cobrindo o fundo. Espalhar o salmão desfiado, requeijão esfarelado (ou ricotta) e espinafres murchos, escaldados previamente e salteados em azeite e alho. Cobrir a mistura com mais folhas de lasanha, repetir o recheio e terminar com a massa. Acrescentar molho branco e queijo mozzarella ralado. Forno até dourar. Servir com salada verde temperada com balsâmico.

domingo, 29 de julho de 2012

Marcio Kogan















vale a pena espreitar também: http://www.marciokogan.com.br/#/home

E por falar em oceanário


- então filho, gostaste de ir ao oceanário?
- sim!!!!

- (pergunta da praxe): e qual foi o animal que gostaste mais?

- do tubarão martelo.
- mas não havia tubarões martelo!

- (risos), foi do golfinho que gostei mais.
- estás a confundir, também não havia golfinhos.
- (abre muito os olhos e pensa...): oh, pois não. o que eu gostei mesmo foi da baleia!

Cookie time!


Estas singelas bolachinhas maria, recheadas de creme de chocolate caseiro e decoradas com a imaginação e criatividade possíveis às 2h da manhã, serviram de bolo de aniversário. Embora o menino dos anos fizesse 42, o mimo foi para o V. (4 anos), que pediu pelo menos uma bolacha de riscas sporting, outra de riscas do porto, um gelado e um peixe do oceanário.

Invertebretching

prometia-se o alongamento da musculatura.
canja de galinha, pensei eu. depois de 45 min de glúteos, abdominais, pernas, muito suor e insultos à treinadora disparados entredentes (sádica!!! cruela!! horrorosa!!), pensei que não era meia dúzia de alongadelas que iriam fazer mossa.

erro!
por momentos ocorreu-me: ok, nada de pânico, entraste por engano num ensaio contorcionista do cirque du soleil mas não há problema, dá meia voltinha e sai.

- "então, não vai fazer a aula?" - diz a professora, entre uma espargata e um calcanhar colado à nuca.
- "(sorriso)... posso experimentar".
e foi assim que em 60 minutos descobri o molusco que há em mim... uma amálgama invertebrada que chega com o dedo grande do pé à testa, cola o umbigo às costas e, depois de uma noite de sono, não se mexe no dia seguinte.